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Ainda brota esperança do agricultor na chuva
Em Canindé, agricultores já começaram a cultivar a terra em meio à aridez do clima - e das indefinições meteorológicas. O sentimento é de fé e confiança no bom inverno em 2013.

Sem camisa, sob o sol, o agricultor aposentado Domingos da Cruz Teles, de 64 anos, se encosta na cerca e me mostra o campo aparentemente agreste onde ainda podem nascer vários pés de milho plantados por ele no dia 20 de dezembro. Na casa onde reside com mulher, filho e netos no assentamento Todos os Santos, a 32 km de Canindé, a esperança brotou mais cedo: seu Domingos é um dos agricultores da região que resolveu desafiar as previsões apocalípticas e a secura que o clima ainda não está ajudando a arrefecer.

 Esperança que lhe veio da experiência. A morte da mãe, quando lhe pegou com oito anos, abreviou a vida adulta: chefiava a casa – cuidando dos irmãos menores – junto com o pai, que acabou também lhe ensinando a plantar. Ao rebento, o mais velho transmitiu o gosto pelo trabalho. Cultiva imensa área sozinho. Faz nascer feijão e milho. O algodão deixou para trás, porque não dá mais. Em 2011, se ajeitou com milho no seco mesmo, como está fazendo agora. Foi a salvação. O que colheu, resultado das chuvinhas no início de 2012, alimentou os animais até outubro.
Os filhos, Joelma, Sérgio e Cícero, não deram para o roçado. Cícero, em Canindé, como pedreiro, e Joelma, em Fortaleza, como empregada doméstica, deixaram a comunidade. Só Sérgio continua ali, erguendo casa de um e outro no povoado. Quando chegamos, um preparado de cimento ia depois ser usado em ajustes na pequena casa à beira de açude minguado, escondida dos vizinhos por plantas desfolhadas. Talvez os netos possam se interessar pelo riscado. “O Paulo Ricardo (de seis anos, filho de Joelma) diz, quando eu venho pra roça: ‘Vô, eu vou com o senhor’”, relata.
Por enquanto, o menino não tem força para operar o cavador na terra seca. Duro até para homem feito. Nem de extrair das estrelas o tempo futuro. “Eu estou achando que o Cruzeiro está indo para o poente. E vai chover logo. Eu digo que, em fevereiro, chove”, enfatiza seu Domingos, explicando que, quando o Cruzeiro do Sul mergulhar para o poente, é sinal de chuva muita. “Ainda está descendo pouco, mas tenho esperança que o inverno seja bom. Tenho muita fé em Deus”. E completa: “Tem gente que está dizendo que só vai plantar quando chover. Mas, estando em janeiro, não tem mais que esperar. Se a pessoa não tem plano, não faz nada”. 
 Mamona
Mais de 30 filhos depois – “até boliviano tem” –, o agricultor e comerciante Assunção Leitão, 61, não esquece o jeito certo de plantar. Mamona é assim: terra fértil é a terra ainda seca, porque “a chuva, quando vier, faz nascer logo tudinho de uma vez, irmão”. Ele deixa o bar e as prateleiras de cachaça aos cuidados de um conhecido e nos leva até sua plantação a alguns metros de lá. O lugar onde era córrego nos tempos de cheia agora virou depósito de terra, mato e fezes de animais.

Dos 40 quilos plantados em fins de dezembro, algumas sementes estavam sobre o chão quando visitamos a propriedade, no distrito de Salitre, longe 50 km da sede Canindé. Nada nasceu, por enquanto. Assunção calcula o espaço como uns cinco hectares. Se tudo fosse plantado de mamona, daria 600 quilos por safra. O Governo Federal compra a produção a R$ 1,20 o quilo para a confecção de biodiesel. Mas nem sempre. Quando não tem a chance, vende nos armazéns da sede. Com milho e feijão – para consumo próprio –, é diferente.
Milho aguenta ainda 15 dias sem chuva depois que as primeiras águas caíram do céu. Feijão, não. Feijão só com terra molhada. Senão morre até com o sol. Mas esse ano tem chuva, garante. Chuva muita, porque já tem coisa indicando, feito o pé de árvore molhado mesmo sem água do céu, sem nada. Ou as casas de aranha prenunciando inverno. A próxima semente que vai trabalhar na terra seca é justamente milho. Mas, se a estação chuvosa castigar de novo, ele ameaça seguir para outro canto. Não tem como viver desse jeito. “Tem que trabalhar que dê também para o vizinho. Trabalho que dê só pra eu comer mais a minha família eu não fico nesse lugar, não. Estamos esperando, moço”. 
ONDE
 
ENTENDA A NOTÍCIA

O assentamento Todos os Santos se encontra a 32 km de Canindé, 29 deles na estrada que leva a Santa Quitéria e os outros num caminho carroçável. A outra localidade visitada está 20 km mais longe na mesma rodovia.
Fonte://www.opovo.com.br    Foto: Edimar Soares

Publicado dia 12/01/2013 às 09:38:48

 
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